segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cordel do meu bairro Benedito Bentes




No Governo de Divaldo Suruagy
O povo alagoano começou a sorrir
Foi exatamente em 1986 quando o Biu
Nosso Benedito Bentes surgiu
Por ser distante da cidade
Diziam ser o fim do mundo
Mas na verdade era a cidade do futuro

A população carente ganhou casas
Mas não tinha povoação
As moradias eram baratas
E Bendito sofria com a desvalorização
De repente, de forma desordenada
Benedito começa a crescer
É o povo querendo morada e espaço para o lazer

Dispõe de um comércio variado
E ônibus em circulação
Em 2000, de conjunto vira bairro
Na câmera municipal
Há a proposta de emancipação
Com tantos conjuntos habitacionais
Mas parece uma nação

É Benício Mendes e João Sampaio
Luís Pedro e Carminha
Moacir Andrade e Jardim Paraíso
Até Frei Damião na Cidade do Sorriso tem
Selma Bandeira e loteamento do Alvorada
Uma Bela Vista só no Alto da Alegria tem
Na grota da caveira o descaso ficou por lá

Benedito Bentes?
De tudo se encontra lá
É a cidade do futuro
É bom para o negócio e bom para morar
Tem um aterro sanitário
Prefeitura e a Coca cola
Até o Shopping Pátio está lá...


Kryslane dos Santos Souza

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Letra da música Morro velho de Milton Nascimento

             A música é uma ótima proposta didática para se trabalhar nas aulas de histórias, pois elas retratam de forma lúdica acontecimentos e fatos históricos de uma sociedade. Como afirma Bittencourt (2004, p. 379): "O uso da música é importante por situar os jovens diante de um meio de comunicação próximo de sua vivência, mediante o qual o professor pode identificar o gosto, a estética da nova geração".

Morro Velho



No sertão da minha terra,
Fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força,
Parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro
E ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada
Filho do branco e do preto,
Correndo pela estrada atrás de passarinho
Pela plantação adentro,
Crescendo os dois meninos, sempre pequeninos
Peixe bom dá no riacho
De água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhoso camarada, conta histórias prá moçada
Filho do sinhô vai embora,
Tempo de estudos na cidade grande
Parte, tem os olhos tristes,
Deixando o companheiro na estação distante
“Não esqueça, amigo, eu vou voltar”,
Some longe o trenzinho ao deus-dará
Quando volta já é outro,
Trouxe até sinhá mocinha prá apresentar
Linda como a luz da lua
Que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor,
E agora na fazenda é quem vai mandar
E seu velho camarada, já não brinca, mas
Trabalha.
Com essa canção Milton Nascimento retrata acontecimento histórico do período colonial no estado de Minas Gerais e que não é distante da nossa realidade, pois ainda na atualidade é possível observar que existem essas separações de classe e etnia. O menino negro filho do escravo e o menino branco filho do senhor.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Museu Virtual do Transporte Urbano

Depois de muitas pesquisas na internet, resolvir visitar o Museu Virtual do Transporte Urbano, ao acessar o site desse museu me encantei e disse pra mim mesmo: "é esse o museu que vou visitar", é muito interessante e acredito que será muito rico fazer uma visita virtual a esse museu dos transportes urbanos com as crianças, pois ele é fascinante, conta a história do desenvolvimento do transporte urbano no Brasil ao longo das civilizações da terra. Ele apresenta o desenvolvimento dos transportes em geral de acordo com a evolução; na Antiguidade, era clássica, era moderna e era contemporânea e também tem as salas com as seguintes categorias: o transporte no Brasil; sala tecnológica; sala dos estados; sala trasnporte e Arte e a galeria dos Pioneiros. A sala na qual eu me interessei de visitar e comentar um pouco sobre ela foi a "Sala dos Estados", onde ao clicar você é direcionado a uma página com 11 estados brasileiros para você escolher, eu escolhi o estado de Pernanbuco, pelo fato de não ter a opção do estado de Alagoas. Então nessa sala, que vocês podem ter acesso clicando aqui. O objetivo é apresentar a história dos transportes de Pernanbuco, em outros tempos atrás, assim, é exposto a imagem de vários transportes como que em uma linha do tempo, desde o bonde à burros até o ônibus. Então trago aqui algumas imagens da sala que visitei.



Bonde a Burros - Recife  
Recife foi uma das primeiras cidades brasileiras a dispor de transporte urbano por bondes. Isso se deu no ano de 1867, pela empresa Estrada de Ferro de Caxangá, e os veículos eram puxados por uma locomotiva a vapor. Os bondes de tração animal começaram a circular em 1871, os quais pertenciam à empresa Ferro-Carril de Pernambuco. A foto é de 1910.

 Bonde em Recife - 1910
O bonde de tração animal da foto trafega pela Rua 1º de Março, em Recife, no ano de 1910. O serviço prestado por esses veículos iria terminar poucos anos depois, após a introdução dos bondes elétricos em 1914. Em 16 de julho de 1914, o povo, revoltado com a má qualidade do serviço, virou e incendiou vários bondes a burro, o que acelerou sua retirada de circulação.

Bonde Elétrico - Recife - Anos 20  
Os bondes elétricos iniciaram seu serviço em Recife em 13 de maio de 1914. Sua bitola era métrica, e a empresa responsável foi a Pernambuco Tramways & Power Co., firma de capital inglês. Na foto, de 1923, vemos um bonde elétrico com reboque nas ruas da cidade.





Bonde "Zepelim" - Recife  
Em 1928, o grupo norte-americano Electric Bond & Share adquiriu a Pernambuco Tramways. Os novos proprietários mantiveram o nome da empresa, e iniciaram a reforma dos bondes ingleses de 2 trucks, fechando-os e dando um aspecto aerodinâmico. O povo apelidou estes veículos de "zepelins", que era a grande sensação nos céus do mundo nessa época.

Bonde - Recife- 1954  
Após a 2ª Guerra Mundial, o grupo econômico que controlava a Pernambuco Tramways perdeu interesse pelo transporte de passageiros no Recife, e o último bonde fez a viagem de boa Vista a Madalena em 1954. Parte do material foi transferido para os sistemas de Vitória, Belo Horizonte e Campinas, pertencentes à mesma empresa.

Trolleys em Recife - Anos 60
Em 15 de junho de 1960, é inaugurado o serviço de transporte de passageiros por ônibus trolley em Recife, Pernambuco. A empresa responsável, da municipalidade, era a Companhia de Trasnpostes Urbanos. Os primeiros veículos adquiridos eram de origem americana, do fabricante Marmon-Herrington, como os que são vistos na foto.

Trolley "Twin Coach" - Recife - 1955  
A foto mostra um trolley da marca Twin Coach, norte-americano, pertencente na época ao sistema de transporte de Belo Horizonte, e que foi cedido para testes em Recife, no ano de 1955. O sistema de trolleys seria implantado em 1960.

Trolley em Recife - 1981

Trolley Reformado - Recife - 1981  
Com o apoio da EBTU, vários veículos do sistema de trolleys em Recife foram reformados a partir de 1980. Além dos modelos Marmon-Herrington originais, a frota incluía veículos Massari-Villares e modelos novos Coferal/Scania/Tectronic.
Essa, foi somente uma pequena apresentação do achei mais importante, porém lá no museu virtual tem muito mais coisa.
Eu fiquei encantada, pois não sabia que exitiam museus vistuais...


Minha fonte histórica - "Meu caderno de arte-culinária"

Na verdade essa fonte histórica não é minha e sim da minha mãe, mas vou apresentar agora para todos vocês.



Esse caderno de receitas é da minha mãe. Ela residia no município de Penedo, quando completou 20 anos, veio morar em Maceió com minha avó, então ela fez um curso de confeitaria aqui em Maceió, pois gostava de fazer muitos bolos. E a partir daí, foi se interessando pela culinária e criou esse caderno de receitas no ano de 1985. Ela relata que nessa época era muito comum, as pessoas fazerem cadernos de receitas, então ela criou um caderno de receitas também, onde registrava o que aprendia no curso, porém, mesmo quando terminou o curso, ela continuou criando cadernos de receitas, com variedades de: bolos, doces, salgados, comidas para almoço, massas, entre outros; e o mais interessante é que tinha receitas que ela modificava e colocava seu nome nas receitas, como exemplo de um pão, em que o nome da receita é: “Pão Ednalva”. As suas amigas também tinham livros de receitas, então uma ia trocando receitas com a outra, onde via uma receita, registrava em seu caderno, ela tinha muito cuidado, com ele, fez uma capa muito bonita e enfeitou com seu nome, deu-lhe também um nome de: “Meu caderno de Arte-Culinária”, esse caderno é muito especial para ela, pois com o auxílio dele, ela fez várias comidas diferente quando casou e para as filhas também, como até hoje, 26 anos depois, ela ainda faz receitas que tem nesse caderno, e vez ou outra ela recorre a ele quando esquece algum ingrediente. Ela diz que, além disso, ele a faz relembrar bons momentos.


aguardem mais postagens...

domingo, 16 de outubro de 2011

História da minha rua


Esse trabalho foi exigido pelo professor Gian Carlo, responsável pela disciplina de História II, no qual tem como objetivo contar a história da rua onde moro. Para a realização desse texto utilizei dois tipos de fontes para a minha pesquisa, foram: as fotos e a entrevista com uma moradora antiga da rua
Em 1990 foi descoberta uma área verde nas proximidades do complexo Benedito Bentes, esta área era projetada para construção de um conjunto habitacional, mas aos poucos ela foi sendo invadida pela população de classe econômica e social baixa que não tinha moradia própria, a medida que as pessoas iam descobrindo o local, invadiam e construíam suas moradias, algumas moradias foram feitas de lona e outras de taipas. A entrevistada relata que quando chegou para morar nesta localidade em 1991, não existiam as ruas definidas e o local ainda estava sendo povoado, após sua chegada foi que apareceu uma firma com o nome de OAS para fazer a terraplanagem, a partir daí é que todas as ruas foram definidas, a medida que eles iam planeando um local, iam aterrando outros. Com as ruas definidas os próprios moradores quem foram colocando os nome em suas devidas ruas, a rua na qual eu moro hoje, possuía em torno de umas 8 casas quando esta moradora chegou para habitar, ela e outros vizinhos se reuniram para colocar uma placa com o nome da rua “São Lucas”, porém, já exitia: rua São Francisco, que está situada no Alto da Alegria, o qual recebeu este nome, por causa da grota da Alegria que já existia ao seu redor.
          No ano de 1995, esta mesma firma citada a cima, fez os calçamentos de todas as ruas, que até então eram todas no barro, como também murou a área reservada para futuramente construírem o conjunto habitacional, dividindo assim, a área verde da área privada.  Com a união dos moradores junto ao MCL (Movimento das Comissões de Lutas) reivindicaram por água encanada, pois as pessoas não tinham acesso a água e pegavam água na grota para seu uso diário; também lutavam por energia, uma vez que a única luz era de vela e candieiro. Depois de muito lutar conseguiram um chafariz que era utilizado por toda a população, porém mesmo com a conquista desse chafariz, ainda assim não resolveu o problema, pois a demanda de pessoas necessitando de água era grande e muitas pessoas continuaram carregando água da grota.
            Mesmo após essa conquista dos moradores, a luta não parou, esse movimento continuou reivindicando por energia, saneamento básico, linha telefônica e telefones públicos nesta comunidade. Por meio de muito esforço da população, enfim conseguiu o acesso a energia, a CEAL montou um posto, aonde os moradores iam se cadastrar e eles colocavam energia nas casas com os materiais deles e ficavam descontando mensalmente durante doze meses o valor dos materiais nos talões de energia das pessoas. Assim como a energia, outras conquistas foram alcançadas, como a linha telefônica e os telefones públicos distribuídos em cada rua. No entanto, o tempo ia passando e o problema da água não era resolvido, e a água do chafariz ficando cada vez mais insuficiente para suprir toda a população que aumentava mais ainda. Desta forma os moradores se reuniram e decidiram colocar água por conta própria nas suas ruas, então em uma das reuniões dos moradores, estes decidiram que iriam de casa em casa pedindo dinheiro para comprar materiais para fazerem o encanamento da água, e assim aconteceu, compraram os materiais com a ajuda da população e os próprios moradores se juntaram, cavaram as ruas e fizeram a encanação, a partir daí todos passaram a ter água encanada em suas próprias residências.
            Ainda fazendo parte dessa longa caminhada de luta pelo bem da comunidade, conseguiram o primeiro integração de ônibus da linha do Henrique Equelma passando nesta rua, após a construção do terminal integrado do Benedito Bentes, outro ônibus começou a passar nesta rua que foi o ônibus Benedito Bentes – Alto da Alegria, o que facilitou muito a vida dos trabalhadores desta rua, que necessitavam de um  transporte, pois esta rua fica longe da principal, uma vez que é a última rua da comunidade, ela fica no final. Conseguimos também carteiros passando na nossa porta e o carro do lixo que também entra em nossa rua.
            Com o passar dos tempos algumas pessoas que tinham uma melhor condição econômica foram se desfazendo de suas casas de taipas e lonas e construindo suas casas de alvenaria, outras trocaram suas casas e foram morar em outro bairro, houve pessoas que venderam as casas e assim a rua foi se modificando. Tiveram pessoas que fizeram pontos comerciais, como bar e mercearias, depois fecharam os pontos, outros moradores construíram mais pontos, em suas próprias casas moravam e trabalhavam. No momento os pontos comerciais existentes são: uma escola de educação infantil que já existe há 14 anos, uma igreja evangélica, duas mercearias, um bar, uma barraca de frutas e verduras.
         Minha rua é composta em grande maioria de casas residenciais tendo como proprietários, pessoas de uma classe econômica baixa, tendo quase metade dos moradores desempregados e sem escolarização, embora existam pessoas que tem condições financeiras melhores, que são proprietários de negócios e possuem automóveis. Mesmo grande parte das pessoas sendo os donos das próprias casas, existe muitas que moram nesta rua em casa de aluguel. Voltando ao tempo podemos perceber as várias mudanças que ocorreram nesta rua, tanto em relação às residências como em relação aos moradores, pois do início da história dessa rua são poucas pessoas que ainda continuam morando nessa nela.
            Finalizando, vale salientar aqui que nem todas as conquistas foram alcançadas, pois ainda não conseguimos saneamento para nossa rua e nem linha de ônibus própria, existe apenas a linha do Henrique Equelma que faz via aqui nesta rua.

Exemplo de uma fonte histórica

 
Como havia comentado no post anterior, a fonte histórica que escolhi para apresentar foi esse vestido vermelho, que eu ganhei e usei quando tinha um mês de vida. Por que ele é uma fonte histórica?? Ele é uma fonte histórica, porque ele tem um sentido emocional na minha família, em especial pra minha mãe, pois quando eu nasci uma amiga da minha mãe que gostava muito dela, costurou esse vestido e deu de presente a minha mãe, que vestiu em mim pela primeira vez no ano novo de 1989, quando eu estava no meu 1º mês de vida e segundo minha mãe, eu fiz o maior sucesso no lugar em que morávamos, todas as pessoas, quando via, perguntava se era uma boneca, pelo tamanho que ele é, e a mulher que me deu de presente ficou muito feliz em ver eu vestida nele. Como minha mãe gostava muito dessa amiga, gardou o vestido até hoje com o maior carinho, e sempre que faz arrumação em seu guarda roupa, ela me mostra o vestido e conta sempre a mesma história, ela disse que era para eu usar na minha filha.

Saberes e metodologias do Ensino de História II

A disciplina de Saberes e Metodologias do Ensino de História II, está sendo bastante proveitosa, eu estou aprendendo história de verdade, e o melhor: estou aprendendo a gostar de História. Nesse semestre o professor trouxe várias propostas de atividade para serem realizadas durante o semestre e vários textos, que acredito, que eles foram escolhidos em excesso, na minha opinião são muitos textos para a carga que temos durante o último semestre, mas enfim, com as leituras que estou fazendo, estou aprendendo muitas coisas para um dia colocar em prática com meus alunos, inclusive as próprias atividades dessa disciplina. Uma atividade bem interessante foi a criação desse blog, onde contamos as nossas histórias durante o tempo que passamos no curso, e também o blog coletivo, que conta a história da turma. Houve também uma proposta de cada aluno levar para a sala de aula algum exemplo de fonte histórica, eu levei um peixe fossilizado de um rio que existia em Fortaleza. Esse peixe é da mãe de uma colega minha, que é historiadora e um dia foi a esse local com um grupo de historiador e ficaram sabendo das mudanças que ocorreram nesse lugar, como o rio que deixou de existir, e hoje nessa área existe vários peixes desses, então ela pegou um.
Eu pedi emprestado a mãe da minha amiga, pois fiquei aperriada, sem saber o que levar, pois eu tinha bastante dúvidas a respeito do que é um objeto histórico e uma fonte histórica, mas nessa aula, minhas dúvidas foram esclarecidas e agora eu sei o que é cada um, uma vez que o objeto só vira fonte histórica, quando ele ganha sentido e tem uma história, sendo assim resolvi postar aqui, não o que eu levei para a sala, mas um outro objeto, que virou fonte na minha vida.


fiquem de olho na próxima postagem para conhecer minha fonte histórica...